quinta-feira, 13 de novembro de 2008

"I Believe In Love" - Barlow Girl

How long will my prayers seem unanswered?
Is there still faith in me to reach the end?
I'm feeling doubt I'm losing faith
But giving up would cost me everything
So I'll stand in the pain and silence
And I'll speak to the dark night
I believe in the sun even when it's not shining
I believe in love even when I don't feel it
And I believe in God even when He is silent
And I, I believe
Though I can't see my stories ending
That doesn't mean the dark night has no end
It's only here that I find faith
And learn to trust the one who writes my days
So I'll stand in the pain and silence
And I'll speak to the dark night
I believe in the sun even when it's not shining
I believe in love even when I don't feel it
And I believe in God even when He is silent
And I, I believe
No dark can consume Light
No death greater than this life
We are not forgotten
Hope is found when we say
Even when He is silent
I believe in the sun even when it's not shining
I believe in love even when I don't feel it
And I believe in God even when He is silent
And I, I believe.

Nau


Sem vontade de olhar
Abri os olhos
Olhei sem saber onde estava
Fechei como medo de encontrar
O local na qual me encontrava
A sombra que de mim se abatia
Cansada de tanto esperar
Sentei-me a beira-mar
Jogando pedras ao mar
Jogando fora pedaços de alma
Deitando fora pedaços de dor
Chorando lágrimas de saudade
Do tempo das naus aportadas
Dos sons do mar trazidos
Dos cânticos das sereias
Saudades de um tempo passado
Esperando-te avistar
Na proa dessa nau
Que para o mar te levava
E de mim afastava
A nau que para a morte te levou
E de mim te roubou.
Aqui sentada a beira mar
Perdendo pedaços de alma
Juro nunca mais deixar
Outra nau te levar.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A ti...Ana Isa

Sem palavras para te descrever
Apenas sei o que me deixas ver
Olhar de menina travessa
Coração de mulher serena.

Contigo aprendi a rir e a chorar
Contigo tantos momentos que nem os sei contar
Horas passadas a conversar, sonhos partilhados
Sentadas, de quatro ou no chão
Amigas sempre juntas nesta ilusão.

Rir é o que mais me lembra de ti
Sempre bem disposta e sorridente
Tens sido a minha amiga mais presente
Junto de mim nas horas más
Naquelas em que choro
De dor, saudades ou amor.

Ver-te partir vai trazer-me dor
Deixar-te ir vai dar-me orgulho
Nem tempo nem espaço nos separarão
Tu estarás sempre no meu coração.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Boneca de Porcelana


Sou apenas mais uma

sentada nesta montra antiga

Esperando que chegue o meu dia

o meu tempo de liberdade.


O cabelo contínua arranjado

o branco da minha tez polido

mas o azul dos meus olhos

já está baço de tantas lágrimas.

Choro porque continuo aqui

Choro porque não chegas aqui

Choro porque quero fugir daqui

Quero ver o mundo lá fora

Quero que brinquem comigo.


Quando chegar o meu dia

Quero que brinques comigo sem medo

Sem medo de me estragares

Partires, sujares ou rachares.

Boneca de porcelana eu sou

Mas mulher também

Que deseja ser amada

Sem que exista o medo

De me deixar cair ao chão

Partindo em pedaços o meu coração

Restando pedaços de porcelana

Restando apenas pedaços de sonhos

Perdidos no vazio, espalhados pelo chão.


Aqui nesta montra espero eu

Olhando o vazio lá fora

Esperando pelo dia

Esperando pela salvação.

domingo, 9 de novembro de 2008

Gostava de poder pintar as cores do meu mundo e da minha vida, como se de um quadro se tratasse. Mudar as cores consoante aquilo que sinto e me vai na alma. Pintar de amarelo os dias em que me fazem sorrir e pensar que até apenas um momento num café pode tornar o dia mais brilhante e fazer com que este valha a pena. Colorir de negro os dias em que me magoam, me fazem crer que a vida não vale a pena e que sou apenas mais um corpo andante neste mundo.
Queria mudar as cores da forma como vou sentindo e me vou descobrindo. Os bons e simples momentos da vida seriam das cores mais bem pintadas e brilhantes de todo o meu quadro. São momentos como o simples trocar de sorrisos cumplices ou o conhecer de uma pessoa banal mas com um lado muito especial.
De que cor é a vida? Posso pintá-la da forma que quiser?Será um quadro ou um mata borrão numa folha de papel?
São questões que nos assaltam a mente e os corações... desejando puder pintar o nosso mundo de acordo com a nossa razão e o nosso coração, sem saber onde estas pinceladas nos conduzirão, sem saber onde acabaremos no final de tanta inspiração, emoção, desilusão e entrega. Será que seremos um quadro pendurado no céu estrelado, ou um pedaço de papel no chão amarrotado.

Voltar...

Triste por tudo o que tenho
Por aquilo que não tenho mas desejo
Desejo aquilo que não tenho
Procuro aquilo que sonho
Entre estas pedras do chão,
Entre estes sonhos perdidos,
Palavras ouvidas e cantadas.

Aqui neste mundo só meu
Sou eu sem nada
Com medos.
Medo de sair
Medo de voltar a amar
Medo de me entregar
E nunca mais conseguir superar.
Medo de voltar a deixar entrar
O mundo em mim.

Quero voltar a acreditar
Que o mundo pode ser mágico
Que se pode voltar a amar
Sem medo de dar a mão
E alguém a soltar.
Quero acreditar que os dias vão melhorar
Que serei capaz de voltar
A construir castelos no ar.
Quero voltar a viver
Sem medo de sorrir
Com vontade de seguir
O caminho do sonho
Encontrando no fim do arco-iris
O mais belo dos poemas de amor
Sobre mim, sobre ti, sobre a vida.
Quero lê-lo sentada aqui
Nestas escadas de pedra
Vendo o dia nascer
E o sol me envolver.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Ludibriada...


Ama aquilo que sentes

Não ames aquilo que vês

Pois o que vês atraiçoa

O que sentes magoa.


O sentir é verdadeiro

O ver apenas passa sorrateiro

Fugindo da verdade

Criando ilusão

Ludibriando a realidade

Enganando sem razão.


Sentindo e vivendo

Sem sentir não há vida

Sinto aquilo que quero

Aquilo que me obrigas

Sentindo sou verdade

Sofro sem crueldade

Da traição mentirosa

Dos olhos que enganam

Mentem, iludem.


Visão deturpada

A ti me levou

Sentindo amor

Esqueci-me de sentir a dor

Destes olhos enganados

Por ti ludibriados

Pensando que era amor.